quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

JUSTIÇA Mais um protesto lembra o assassinato do jovem Jhonys



Os jovens foram às ruas mais uma vez com a intenção de cobrar justiça pela morte do jovem Jhonys Neres Barbosa, de 20 anos, morto covardemente na madrugada de sábado para domingo em Itapecuru.


A manifestação foi organizada pelas redes sociais e o encontro foi em frente ao Itapecuru Social Clube com um número de pessoas um pouco menor do que a última manifestação. Os pais do jovem o senhor Antonio Carlos Sousa Barbosa e a mãe, a senhora Alessandra Vieira Neres, estiveram presentes, mas não conseguiram em palavras expressar o sentimento de revolta pela forma com que foi ceifada a vida de seu filho. A Polícia Militar comandada pelo Capitão Aguiar deu total apoio a segurança dos manifestantes, que seguiram caminhando em direção ao Fórum.
 

A manifestação se deu pelo fato de um dos acusados ter sido solto antes da conclusão do inquérito policial, que era de dez dias. A Juíza Samira Barros foi quem ajuizou o Alvará de Soltura do acusado. A decisão da magistrada causou revolta não só a família, como na população em geral. O critério usado pela juíza foi o de que o acusado é réu primário, possui endereço fixo e não tem, segundo a juíza, antecedentes criminais, fato contestado pela Conselheira Tutelar Eliane Teixeira na manifestação. A conselheira afirmou que existem sim registros de ocorrência contra Antônio Luís Cardoso, 31, até tentativa de homicídio. “Para onde foram esses registros? O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Itapecuru, como pode a juíza não ter essas informações?”, frisou Eliane.



O Capitão Aguiar da Policia Militar foi até ao fórum e solicitou que a juíza recebesse pelo menos os pais do jovem para explicar o que aconteceu. De acordo com o Capitão, a juíza concordou desde que não houvesse a manifestação, mas quando essa informação chegou até os manifestantes, segundo o Capitão Aguiar, um dos participantes que trabalha na TV Cidade Itapecuru, interveio dizendo que a manifestação tinha que continuar, pois já tinha divulgado e não podia ficar assim. Ato que desagradou a magistrada, impedindo os pais de conversarem com a juíza. 


Os manifestantes ficaram concentrados em frente ao fórum com um carro de som pedindo justiça. Uma jovem que estava muito emocionada não resistiu e desmaiou, sendo socorrida pelos militares que estavam no local.

A manifestação foi encerrada sem que os pais fossem ouvidos pela Juíza Samira Barros.


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