Os jovens
foram às ruas mais uma vez com a intenção de cobrar justiça pela morte do jovem
Jhonys Neres Barbosa, de 20 anos, morto covardemente na madrugada de sábado
para domingo em Itapecuru.
A
manifestação foi organizada pelas redes sociais e o encontro foi em frente ao
Itapecuru Social Clube com um número de pessoas um pouco menor do que a última
manifestação. Os pais do jovem o senhor Antonio Carlos Sousa Barbosa e a mãe, a
senhora Alessandra Vieira Neres, estiveram presentes, mas não conseguiram em
palavras expressar o sentimento de revolta pela forma com que foi ceifada a
vida de seu filho. A Polícia Militar comandada pelo Capitão Aguiar deu total
apoio a segurança dos manifestantes, que seguiram caminhando em direção ao
Fórum.
A
manifestação se deu pelo fato de um dos acusados ter sido solto antes da
conclusão do inquérito policial, que era de dez dias. A Juíza Samira Barros foi
quem ajuizou o Alvará de Soltura do acusado. A decisão da magistrada causou
revolta não só a família, como na população em geral. O critério usado pela
juíza foi o de que o acusado é réu primário, possui endereço fixo e não tem,
segundo a juíza, antecedentes criminais, fato contestado pela Conselheira
Tutelar Eliane Teixeira na manifestação. A conselheira afirmou que existem sim
registros de ocorrência contra Antônio Luís Cardoso, 31, até
tentativa de homicídio. “Para onde foram esses registros? O boletim de
ocorrência foi registrado na Delegacia de Itapecuru, como pode a juíza não ter
essas informações?”, frisou Eliane.
O Capitão Aguiar da Policia Militar foi até ao fórum e solicitou que a
juíza recebesse pelo menos os pais do jovem para explicar o que aconteceu. De
acordo com o Capitão, a juíza concordou desde que não houvesse a manifestação,
mas quando essa informação chegou até os manifestantes, segundo o Capitão
Aguiar, um dos participantes que trabalha na TV Cidade Itapecuru, interveio
dizendo que a manifestação tinha que continuar, pois já tinha divulgado e não
podia ficar assim. Ato que desagradou a magistrada, impedindo os pais de
conversarem com a juíza.
Os manifestantes ficaram concentrados em frente ao fórum com um carro de
som pedindo justiça. Uma jovem que estava muito emocionada não resistiu e
desmaiou, sendo socorrida pelos militares que estavam no local.
A manifestação foi encerrada sem que os pais fossem ouvidos pela Juíza
Samira Barros.

Nenhum comentário:
Postar um comentário